terça-feira, 16 de novembro de 2010

Momentâneo? Eu não saberia...

Nunca soube de nada. E é essa ignorância que me aflige. Sou como um homem das cavernas tentando operar um equipamento delicado. Algo assim. Não quero perder tempo tentando achar metáforas mais elaboradas. Você sabe...

Todas essas coisas, essa fragilidade extrema - A vida, enfim, é aflitiva. - E desculpe-me, tomarei muito do seu tempo por ter muito o que dizer. Embora a minha intenção fosse ser breve.

Não sobre o que é justo ou não, seriam apenas divagações sem sentido. Não há justiça no Universo.

Tomarei de ti todas as dores. -Isso é o que aconteceria, se houvesse justiça- e me negarias as dores... Ou não. Ou não haveria dores.

Apenas nossas pegadas em todos os lugares do mundo, sobre a neve ou sobre a areia.

Inebriados, apenas...

Como se não existisse mais nada na vida, a não ser os atos de respirar e amar.

Nessa cadência quase doce. Respiro-respiras. Respiro-te, respira-me. Ama-me sabendo que amo-te. Amo-amas.

Só assim não haveria defeito ou sofrimento.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dentro de um aquário, como se tudo caísse.

Não quero, nunca quis. Vazio, nada, vácuo...Tudo, agora.

Enlouqueço? Não sei, não me vejo e não me reconheço. Esse é o meu corpo? Essas são as minhas mãos? Essa é a minha sombra? Está tudo tão distante de mim... Sou inalcançável.

Desapareço entre dores invisíveis e irreversíveis. E entre as luzes do século, dissolvidas.

Os gritos ecoavam dentro de mim, pensamentos labirínticos, e não tive alternativa, senão guardá-los, como jóias dolorosas.

Essas sombras apavoradas me engolem, sufocam-me com as palavras quase ditas.

Me perdi desde sempre na multidão de cores e sons. De longe, posso apenas contemplar.