Não quero, nunca quis. Vazio, nada, vácuo...Tudo, agora.
Enlouqueço? Não sei, não me vejo e não me reconheço. Esse é o meu corpo? Essas são as minhas mãos? Essa é a minha sombra? Está tudo tão distante de mim... Sou inalcançável.
Desapareço entre dores invisíveis e irreversíveis. E entre as luzes do século, dissolvidas.
Os gritos ecoavam dentro de mim, pensamentos labirínticos, e não tive alternativa, senão guardá-los, como jóias dolorosas.
Essas sombras apavoradas me engolem, sufocam-me com as palavras quase ditas.
Me perdi desde sempre na multidão de cores e sons. De longe, posso apenas contemplar.
