sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dentro de um aquário, como se tudo caísse.

Não quero, nunca quis. Vazio, nada, vácuo...Tudo, agora.

Enlouqueço? Não sei, não me vejo e não me reconheço. Esse é o meu corpo? Essas são as minhas mãos? Essa é a minha sombra? Está tudo tão distante de mim... Sou inalcançável.

Desapareço entre dores invisíveis e irreversíveis. E entre as luzes do século, dissolvidas.

Os gritos ecoavam dentro de mim, pensamentos labirínticos, e não tive alternativa, senão guardá-los, como jóias dolorosas.

Essas sombras apavoradas me engolem, sufocam-me com as palavras quase ditas.

Me perdi desde sempre na multidão de cores e sons. De longe, posso apenas contemplar.